segunda-feira, 23 de junho de 2014

Último Pedido

Não tem uma música a qual eu queira ouvir, não existe um lugar ao qual eu queira estar.
Entre discursos e leis me perdi onde menos pensei vagar.
Há tantas mentes vazias lá fora, há tantos quartos escuros sem nada a ocupar.
Em desespero suplico por silêncio,
por instinto grito, com medo de me calar.
Enquanto as lágrimas asfixiam a coragem e a vontade de mudar,
sigo calado feito estátua por vagar.
Bifurcações se entrelaçam e formam novas emoções,
o vento percorre e mais uma vez se perde entre outras direções.
É quase o fim, é quase uma saída.
Sem desarmar bombas,
sem desenrolar as amarras,
o tempo suplica por vida, a vida suplica por aventura e amor.

sábado, 26 de abril de 2014

Simples Coração

         Ouvi dizer que as coisas boas não devem ser compartilhadas. Estranho né? Ainda mais neste mundo aonde a onda do momento é compartilhar tudo a todo tempo, mas ok. Ouvi dizer que se deve admirar o momento, e guardar, guardar num lugar aonde ninguém possa modifica-lo, num lugar onde só você é o dono; em seu coração. 
        Achei a coisa mais linda, uma pena não ter ouvido isso diretamente de alguém, mas ainda assim achei especial, quem sabe num dia qualquer, um alguém qualquer possa me dizer - tipo aquelas pessoas com as carinhas enrugadas e cheias de lindas histórias para contar. No momento, quero guardar tudo o que há de bonito e especial no meu coração. Inclusive meus sonhos. Descobri que tenho sonhos, e até me espantei porque tenho muitos, muitos sonhos e nem me dava conta disso. 
       Algumas pessoas preferem viver num mundo real, onde os sonhos são apenas para os personagens da Disney e que todo o resto é apenas o resto. Não as julgo. Até um tempo atrás eu também preferia assim. Só que agora não. Nunca pensei que pensaria deste modo, mas eu realmente quero descobrir o valor de
um sonho, tal como, descobrir o valor da vida.
      Quando se passa muito tempo na frente de uma tela, a vida lá fora não parece ser tão interessante. Só que basta olhar de um ponto de vista diferente, que tudo muda. As vezes o necessário é dar valor aos detalhes. Coisas simples mesmo e bonitas. 
         Eu descobri que o ar pode ser ainda mais puro quando se está numa montanha ou numa praia. E que se você fechar bem os olhos quando estiver olhando um arco-íris, você formará um filtro só seu. 
        Seja simples e tenha objetivos, isso ajuda. As vezes as pessoas mais simples são as mais felizes. Aquela velha história de que dinheiro não traz felicidade pode fazer sentido. Não vejo felicidade em estar sozinho e sem esperança. Dinheiro não vai comprar amigos e amores -me refiro a amores de verdade.
          A vida é linda, o problema é que as pessoas a transformam. Não devemos procurar a felicidade em terceiros, devemos fazer a nossa felicidade. Ah, quebre as correntes ou as regras - como preferir. E o mais importante, viaje o mundo.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Uma bicicleta

            Sabe aquela história sobre que a felicidade atrapalha quem tem sono leve? Então, é verdade. Não me assustei por isto, me assustei por talvez não dar o melhor de mim por esta felicidade e isso me fez estremecer. A felicidade veio num desejo realizado, -sim destes desejos que são concedidos quando você muito quer alguma coisa.

            Meu desejo, não veio a cavalo, tampouco numa ferrari, veio numa bicicleta. Destas que possuem duas rodas e rangem um pouco quando se têm por muito tempo. Ele veio sorridente, destemido e pela primeira vez na vida eu o via determinado por alguma coisa; por mim.Claro que ele nunca soubera, e honestamente minha vontade era de guardar este segredo a sete chaves. Um segredo só meu. Um segredo meu e de mais ninguém.Por ser algo bonito e por ter tanta gente querendo que dê errado -umas até procurando coisas que nuca irão encontrar- eu decidi revela-lo.

           Foram as horas mais lindas que eu já passei com alguém em silêncio, e confesso, nada precisara ser dito. Uma noite, estrelas, a lua e uma contagem regressiva. Enquanto todos pediam por dinheiro, emprego, casamento e filhos, eu só pedia por felicidade - é amigos, as vezes o que procuramos é apenas a felicidade, o resto vem com o tempo. O resto da noite não houve muita magina, na verdade faltou saúde -as vezes não custa pedir um pouquinho de saude, sácomoé-, mas a minha felicidade não me abandonou por um segundo , ficou ali, a noite inteira ao meu lado em silencio, apenas a me observar.

            As vezes custamos a enxergar o que está bem abaixo de nossos olhos e nós, cegos que só, levamos uma eternidade para perceber o mundo ao nosso redor. Mas voltando ao meu desejo, ele se realizou, ele levou alguns meses, acho que o povo lá de cima as vezes dorme no ponto, ou nós que devemos passar por certas situações para valorizarmos as próximas... Talvez não fosse o tempo, ou não era a hora exata, mas a felicidade depois de muito persistir finalmente entrou casa a dentro, e quando entrou se deparou com uma enorme bagunça, uma bagunça cheia de roupas espalhadas e cacos de vidros atirados pelo chão - indícios de um furacão qualquer, um metido a paixão- e mesmo assim, com tudo indicando que ela deveria ir embora, ela puxou uma cadeirinha, arrumou a mesinha e ajeitou a cama para logo mais a gente dormir. E foi ali em meio a maior bagunça que eu encontrei a minha felicidade.


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Não foi acidente

Era começo de inverno, era a primeira festa juntos após o nosso casamento. Estávamos felizes, éramos feito um para o outro. A festa estava linda, a banda tinha uma harmonia sem igual. Todos os nossos amigos estavam lá e você estava radiante. Diferente de outras festas decidimos antes de sairmos que quem levaria o carro não seria eu, então lá estava você e sua inseparável garrafinha d'água. 

Dançamos como nunca, e os seus olhos possuíam um brilho que eu jamais tinha visto antes. Era um brilho terno, carinhoso, um brilho cheio de esperança, um brilho que eu não conseguia entender. Ele possuía alguma coisa diferente. Se eu soubesse eu teria feito tudo diferente. Só tinha música brega, ao seu ver, pra mim era tudo normal e o mais importante era a sua companhia. Tudo muito lindo. Era uma festa, eu tinha aprendido a dançar e você estava ali comigo. 

Então começou a ficar tarde, o ar pareceu ficar ainda mais gelado e  depois começou a chover. Decidimos que depois iríamos embora, depois da nossa música, porque era uma música linda e em todas as festas ela estava. E assim seguimos.


Daqui pra frente as coisas começam a ser turbulentas e confusas. Mesmo depois de várias sessões com um psicólogo as coisas ainda estão confusas. Não me lembro boa parte do que aconteceu.

Lembro apenas de você jogando seu salto no banco de trás e gritando comigo pra eu fixar direito o cinto de segurança. Sempre mandona. Sempre você. Acho que foi por isso que deu tão certo, éramos perfeitos. Todos diziam que éramos o casal do "Eduardo e Monica". E eu tenho certeza de que éramos. 

Agora, agora sou só eu. Eu não tenho mais motivos pra voltar pra casa no horário, não tenho mais quem me chame por um apelido idiota. Não tenho você. Ainda está sendo difícil. Todos os dias eu venho aqui. Todos já me conhecem. Já ouvi diversas vezes "pobre homem, tão jovem e jogando a sua vida fora". Eles não entendem. Não entendem que a minha vida era você. Era você e alguém a tirou de mim. 

Eu não consigo me lembrar de nada, só lembro que eu gritava o seu nome e você não respondia. Lembro apenas de gritar e você não responder. Depois eu perdi o chão e não vi mais nada. Foi aí que eu descobri, que a vida tinha um plano e separou a gente.



Júlia faleceu há dois anos, um motorista bêbado invadiu a pista contrária e era ela quem estava dirigindo. Ela ao invés de Carlos era a motorista da vez. O carro onde os dois estavam saiu da pista e capotou. O motorista -que provocou o acidente- saiu ileso, apenas com alguns arranhões.  E por culpa de um inconsequente foi perdida uma vida. 


Assim como esta pequena história de Júlia e Carlos, há várias outras histórias por aí. Muitas pessoas perdem a vida por consequência de um terceiro, e muitas prosseguem com alguma deformidade causada pelos mesmos.
Há algum tempo atrás eu conheci uma campanha chamada "Não foi acidente", onde o próprio nome faz jus à causa. A campanha roda em torno sobre este assunto, motoristas bêbados que acabam tirando a vida de outras pessoas inocentes. É isso galerinha, seja consciente e valorize a sua vida e a do próximo. ;)


















sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Carta para o seu namorado

Eaí cara, tudo bem? Sim, eu sou o ex. E sei que por isso você não deveria acreditar em mim. Mas vou falar sem rodeios, só vim mesmo porque eu realmente gosto muito dela. Não me leve a mal não, mas se realmente quiser que dê certo, siga a risca as minhas instruções, eu falo sério. É eu sei. Sei que pareço louco por isso, nem eu me entendo, mas é por ela. Sempre foi por ela

Ela é assim toda independente e segura de si, só que por dentro ela é frágil. Não guarda rancor nem nada do tipo, como também nunca esquece o que a magoou. Nem preciso dizer que ela gosta que tudo seja do seu jeito e nem preciso citar que organização é o seu sobrenome. Ah, é um pouco teimosa também, mas confesso que é humilde e sabe quando deve assumir os seus erros. Vez ou outra ela faz uma visita rápida ao hospital, não se assuste. Ela tem asma. Aqueles remédios coloridos que vivem em sua bolsa é o que a salvam. Cuida dela, ela sempre se esquece de tomá-los.

Leve-a para passear e tenha um tempo apenas pra ela se desligue do trabalho e coisas do tipo. Se dedique. Esteja sempre de corpo e alma e a faça lembrar disso. Faça perguntas e a mime com surpresinhas. Mulheres gostam disso. Ela gosta disso. Não, eu não me refiro a gastar dinheiro com coisas caras, isso ela não curte, me refiro aos detalhes que fazem a diferença. Levante antes dela e a presenteie com um café na cama. Seja gentil e atencioso. Ah, pega leve com as flores, ela é alérgica, mas ela gosta e muito.

       Sei que é estranho eu te dizer estas coisas, mas é que não quero que ninguém a magoe. E se por um acaso isso acontecer, saiba que haverá milhões de caras caindo aos pés dela, caras como eu e você. E sei isso acontecer meu caro, não me leve a mal, mas eu não vou desperdiçar a chance de voltar com ela. Mulheres como ela não se encontram mais por ai. Não com esta sinceridade e esse amor pela vida. Muito menos com esse sorriso faceiro. Mulheres como ela não se encontram mais.



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Gente

Gente. Gente que corre. Gente que tropeça e ainda assim continua a correr. Gente que cai. Gente que faz derrubar. Gente que estende a mão à quem está no chão.
Gente que sofre e que mantêm o sorriso no rosto. Gente que machuca para não se machucar. Gente que se deixa machucar para não ferir. Gente. Gente que chora, ri e ama. Gente que mente. Gente que sonha. Gente que não sabe o que é ser gente. Gente que só queria ser gente. Gente que pressupõe que há outros tipos de gente. Gente que sonha com um mundo melhor.
Gente que só fala de gente. Gente que não fala de nada. Gente que fala de tudo. Gente que rouba, mata e come. Gente que luta pela paz mundial. Gente que vive armada. Gente que foge das armas.
Gente que estuda e foge dos estudos. Gente que gostaria de estudar e não obteve oportunidades.
Gente que acha desculpa para tudo. Gente que faz acontecer. Gente que só sabe dar pitacos.
Gente que aprende com erros. Gente que não sabe ser gente. Gente que acorda cedo. Gente que dorme tarde. Gente que não dorme. Gente que vive para dormir. Gente que destrói sonhos. Gente. Gente que dança. Gente que brinca. Gente que vive a admirar o outro. Gente que inspira. Gente que só transpira. Gente que dá valor. Gente que não valoriza. Gente que vive a esperar. Gente que nunca espera. Gente que não admite o aprendizado. Gente que tem medo de enfrentar seus sonhos. Gente que semeia o amor. Gente que nunca amou. Gente que ama a todo tempo. Gente que ama vários ao mesmo tempo. Gente que ama tudo o que todos amam. Gente de mente vazia. Gente inteligente. Gente. 




sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A voz mais doce que eu ouvi

Notas de quem vos escreve. Antes de começar a ler este post, favor clicar aqui para acompanhar com a música. Ela é mágica, acreditem. Boa leitura! (:



A última coisa que eu desejaria neste mundo era desabar sobre você, e foi exatamente isso o que aconteceu. Desculpa. Mas foi mais forte do que eu. Desabei perante quem eu mais admirava e idolatrava como ser celestial. Um anjo? Sim, nos meus sonhos é você o anjo que me ilumina e fortalece. É você quem me faz seguir sem olhar para trás.

Abaixo de um céu estrelado e brilhante, logo abaixo das estrelas, ali, onde eu conseguia ser quem eu era. Onde eu não possuía medos ou incertezas. Ali aonde eu me sentia em casa. Eu desabei. Desabei com você me olhando nos olhos e me pedindo para não mais chorar. Desabei por sentir que não conseguia mais seguir em frente. Desabei por sentir vergonha e medo. Medo de perdê-lo, medo de decepcioná-lo. Medo de ser eu, quando eu na verdade queria ser um nada. 

Eu queria gritar, sumir, desistir. Eu queria sentir tudo, menos o seu olhar perante a mim. Daquele jeito que me desconcerta e concerta todas as vezes que eu tento sair de linha. Daquele jeito que me abala e me faz perder o ar. Daquele jeito tão seu, tão seu que agora é meu. 

Mas agora, depois de tudo. Eu preciso te dizer. Dizer que te amo, que amo mais até do que eu imaginaria te amar. Não apenas amo por estar comigo, amo por completo. Pela pessoa que você se tornou. Pelo amor que és. Foi ali, desistindo de tudo, e odiando meio universo que eu ouvi a voz mais suave e sincera que poderia pairar sobre a terra. A sua voz.

A ouvi recitar a frase mais linda, a declamar o amor mais sincero. O amor que não te abandona, o amor que te fortalece. Foi quando eu perdi, pela enésima vez, o chão e a decência e ali perdendo tudo o que eu possuía, novamente eu te encontrei. Te encontrei e voltei à mim. Te encontrei e resolvi lutar por nós. Mais uma vez, e pela primeira vez havia um motivo palpável pra seguir adiante. Havia você.


domingo, 1 de setembro de 2013

Certeza de um amanhã

Sempre soube que você nunca gostou do caos, mas gostava do caos que eu fazia na sua vida. Nem adianta fingir, que isso todo mundo sabe. Mas agora eu fico aqui me perguntando o que fiz pra tudo chegar aonde chegou. Digo, você aí, com este carinha novo, todo trabalhado no social e bons modos. E eu aqui. O menino problema, o garoto da causa. O garoto que ainda espera pela sua volta.

Antigamente você tinha bom gosto, ouvia Beatles, Led e até aqueles carinhas maneiros, os tais Mamonas. Mas agora não entendo. Sua vida está toda programada, me disseram que até uma agenda nova você têm. Faz ligações diárias, evita o contato face to face. Dorme cedo, acorda cedo. Cuida diariamente da pele e cabelo.

Confesso que ri quando me contaram, falei que seria impossível. Não você. Poderia ser uma outra qualquer, mas você não. Você tinha conteúdo. Lia diariamente sobre as estrelas e a vida lá fora. Tinha diversos livros sobre teorias e causas espalhados pela sua sala de estar. E se quer se preocupava em organiza-los, porque aquela era a sua ordem. Você falava sobre coisas do céu, da terra e do ar. E de quebra, possuia um amor inigualável pela anatomia humana.

Agora, este alguém que passa por mim e se quer sorri, este alguém eu não conheço. Também nem faria questão de conhecer. Se passasse por mim numa outra ocasião qualquer, eu faria questão de me afastar. Você procurou regras para a sua vida, enquanto possuia a liberdade plena sobre viver. Vez ou outra me pego pensando em que talvez eu tivesse sido a maior causa para esta sua causa. Ou talvez, você só procurou aquilo que sempre quis. O conforto e a certeza de um amanhã.


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Acc nº 672

  É verão e no termômetro deve marcar uns míseros 40º , e pra variar não se vê uma janela aberta. Provável que você possuí um ar-condicionado de última geração, e por isso pouco se preocupa com o calor. Muito ao contrário de mim, que estava até pouco, toda esparramada pela varanda do meu apartamento.

  Digamos que você é um pouco estranho, fora nunca abrir as janelas, vive recebendo encomendas gigantes e eu o máximo que recebo dos correios são os meus pequenos livros.

  Garanto que o fator mais engraçado é de eu só ter descoberto que quem vive aí é um ser humano de verdade quando pela primeira vez eu vi seu rosto. E você era jovem. O que de fato me deu um baita susto. Você deve no máximo ser dois anos mais velho do que eu, e vive trancafiado neste apartamento.

   As más línguas chegam a dizer que você é louco, outras dizem que é um dependente químico e que seus pais o mantêm preso. Eu discordo de ambos. Tirando o fato de que você foi atender o carteiro de pantufas, você me pareceu ser uma pessoa bem lúcida. 

  Segundo o síndico você mora aí por cinco anos, é mais tempo do que eu e que muitas pessoas neste prédio. Na verdade eu nem sei porque estou conversando com um alguém que se quer abre a janela pra me responder. Na verdade mesmo, não sei nem porque faço isso há um ano. Talvez não devesse mais voltar aqui na minha varada que dá de encontro com a sua. Talvez deveria era procurar um psicólogo, até porque falar com alguém que não dá a mínima pra mim é a coisa mais imbecil de toda esta história. 

   - Foi quando me levantei pra ir embora que o pai de vocês decidiu por fim abrir a porta e me chamar pra sair. Agora se me permitem, irei guardar esta carta antes que ele chegue em casa. 



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Mais uma dose por favor!


- Amigo! Aqui, mais uma dose! - pedi ao garçom. - Ah, e eu o chamo de amigo, porque ele realmente é meu amigo. Venho aqui com média de quatro vezes por semana. Já faço parte da casa.

- Mas então, como eu estava te dizendo. Dia destes eu até pensei que finalmente tinha encontrado o amor. Num outro barzinho qualquer, com uma música bem agradável e várias pessoas bonitas. Ela era legal, pena que era meio masoquista. É. Não que eu não goste, mas sabe como é, ela luta Judô e quebrou dois dedos meus na ultima vez que fomos nos despedir. Assim fica meio difícil, sabe como é. Mas até aí tudo bem, tudo ia normal. Fomos até o hospital, ela me pediu desculpas, mas eu achei melhor a gente se afastar. Vai que ela decidi fazer isso na cama. Aí, eu morro!

Antes, no caso, dela, eu nunca entendia porque não dava certo. Eu pagava as bebidas, levava até em casa. E vez ou outra, até ligava no dia seguinte,  na semana seguinte, sempre me fazia presente. Acho que o problema está com elas. Ou eu deveria virar gay. Seria mais fácil entender alguém do mesmo sexo que eu. Pena que eu realmente gosto muito da fruta. Senão, até pensaria no caso. 

Ou quem sabe, se o amor fosse mais fácil e traduzível eu até conseguiria. Sabe, que nem receita de bolo de vó. Três xícaras de chá de boa gentileza, uma boa pitada de carinho e uma dose de amor. Vai dizer que não seria mais fácil?

- É engraçado ouvir isso de você. Digo, um homem com tanta sorte na vida nunca encontrou um verdadeiro amor. - Ela disse pra mim, enquanto eu virava mais uma dose.

- É, mas o bom é que eu nunca perdi as esperanças. Ele deve estar por aí, uma hora ou outra eu me esbarro com ela. - Ela ainda me olhava atentamente, como desde a primeira palavra que eu disse.

- Ainda é engraçado. O senhor já beirando os seus setenta anos, e ainda pensando assim. É raro. - Ela corou - Desculpa, eu não quis tocar na sua idade. É só que, é estranho, diferente. O pessoal mais jovem não pensa assim e o senhor... 

- Tudo bem minha querida, mas sabe, - eu a interrompi, e dei outro gole - o amor ele não têm idade, ele apenas precisa ser verdadeiro e acontecer. Já ouvi muito disso, me enfiei em várias discussões também, mas ainda, ninguém me convenceu de que o amor possui uma idade concreta para acontecer. -  me virei e pedi mais uma dose





Então, se vocês gostaram do texto ou não, deixem no comentários aqui abaixo. Sua crítica é muito importante para o funcionamento deste blog. (:


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

que seja com você;

- Talvez a gente caia, brigue, afunde novamente o Titanic ou outro parecido, quem sabe. Talvez a gente não faça nada disso. Talvez ao sairmos daqui eu seja atropelado, ou você seja, mas o importante é ficarmos juntos. Ok? Quem sabe também, na pior das possibilidades eu encontre outra mulher perfeita para a minha vida, tipo a minha avó que eu não conheci. Quem sabe a gente não consiga viajar neste final de ano, ou quem sabe ainda a gente consiga. Quem sabe ao cruzar o fim da igreja você olhe para mim e diga que eu não sou o homem perfeito para você. Talvez a nossa casa não fique pronta, os filhos nasçam antes, a cortina não combine com o sofá, o cachorro solte pulgas por onde quer que passe. Talvez não tenhamos cachorros, mas sim gatos. Talvez tenhamos um curral na nossa sala de jantar, mas quem sabe o coitado do curral seja apenas um quadro. Talvez o quadro caia em cima da nossa mesa de jantar, que talvez, sem querer, atinja um dos nossos convidados de honra, de hoje, por exemplo. Talvez a gente nem faça uma sala de jantar. Talvez o nosso carro alugado diga que outro casal pagou mais caro, e assim ele nos roubam o mesmo e a gente fica apé em nossa linda e maravilhosa lua de mel. Talvez também o seu vestido rasgue assim que você diga "aceito" e todos aqui nesta igreja ficam conhecendo a sua lingerie antes de mim. Talvez eu fique puto e também rasgue a minha calça só pra você sentir o mesmo sentimento que eu irei sentir, caso isso aconteça, claro. Talvez ainda nós nos afogamos com os arroz na saída, e na hora de eu te desafogar eu te dê um golpe e tu fica desacordada e o teu pai olhe pra mim querendo me matar, e todos ficam preocupados e na verdade tu só tá fazendo cena pra ficar mais tempo no nosso casamento. Talvez nada disso aconteça e seja só invenção da minha cabeça, mas o que eu realmente quero te dizer é que; se for pra tudo dar errado, quero que seja com você apenas com você.





Este texto é um oferecimento do Imagine, que é escrito por mim. Avá?!. Mas então, ele foi inspirado na música - se for pra tudo dar errado da banda Tópaz. É isso aí, espero que curtam e deixem aqui embaixo se vocês gostaram ou não do texto. Obrigada!

sábado, 3 de agosto de 2013

A teimosia de um amor

Ele anda por aí com a cabeça erguida e nunca olha para trás. E como se não bastasse se faz de forte e insensível, e se quer fala sobre o que aconteceu no passado. Ela por sua vez, finge que a vida é bela e que tudo o que aconteceu até agora, aconteceu por algum motivo. Mas ainda assim, foi melhor o que aconteceu -ou em outras palavras, o que deixou de acontecer.

Os caminhos não mais se cruzam, os amores não mais são os mesmos. Os sonhos? Bom, estes já não existem mais. Não foi a vida, não foi o tempo, não foi a falta do mesmo. Foram eles. Eles quiseram assim, eles procuraram e deixaram que as coisas ficassem desse jeito.

A música não mais toca, o suspiro não mais se faz presente e a falta de ar não mais os atrapalha. Eles cresceram. E não foi só o crescer, mas sim o perder. Perderam o que de mais bonito existia dentro deles, o amor. Ele busca sucesso, lê constantemente vários livros, vai em diversas conferências e vive pulando de país em país. Ela, virou totalmente o seu oposto. Apenas buscou alguém que lhe trouxesse calma, que entendesse os seus constantes surtos e, que ainda no final de cada dia ainda lhe murmurasse um - eu te amo.

Negar o passado, fingir que tudo  não passou de uma simples historia de amor. Esse era o lema de vida dos dois, negar tudo, mesmo que os fatos dissessem o contrário. Mas até quando dois corações suportam a dor e a distancia por culpa de um orgulho bobo e medo? Seria mais fácil esquecer e aceitar, ou continuar nesta luta constante em negar tudo aquilo que foi registrado e cravado em suas memorias?

Provável que eles nunca saibam. Provável que ninguém mais saiba. A história está cada vez mais distante de se tornar perfeita e real. Por culpa dele? Talvez. Ele foi um tanto orgulhoso, mas sempre deixou bem claro, que se não fosse por ela jamais ele voltaria a lutar por um amor.


"hay cosas dentro de mí

Que puedo esconder

Y nadie mas ver"













quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Um alguém

Faz frio e a chuva está cada vez mais forte, não sei onde errei ou em qual esquina deixei o nosso amor. Realmente não sei. Eu queria encontrar uma solução, alguma resposta para esta equação errônea na qual continuo a insistir.

Você se quer lembra de mim, mas faz questão de mostrar ao mundo que eu nunca realmente fui. Você continua com esta sisma de esfregar na cara de todos que nada passou de uma fictícia história de amor. Mas eu, eu não consigo mais. É forçar demais para mim.

O orgulho. Por diversas vezes você me disse o que estava errado, por diversas vezes eu ignorei os seus suspiros e lamentos. Mas eu juro. Juro que você sempre foi a primeira mulher a vir em  mente quando me perguntavam -naquelas entrevistas toscas- se existia um alguém em minha vida. Sempre existiu. Sempre foi você.

Nos despedimos da melhor forma possível. Te encontrei num Pub qualquer, em uma cidade qualquer e te convidei a mostrar para o mundo que seguíamos ali. Eramos dois imbecis apaixonados mas com medo de seguir e viver um amor.

Agora, eu estou aqui, em frente a sua casa com o seu maldito convite de casamento em mãos e, não sei ao certo o que fazer. Rodei por vários quilômetros e o desgraçado do meu inconsciente me trouxe até aqui. Eu só queria saber o porquê de tudo isso. O porquê de nunca ficarmos juntos, mesmo quando o mundo conspirava ao nosso favor. O porquê do adeus, quando prometemos começar do zero.

Eu só queria ser um alguém na sua vida. Um alguém com o qual você pudesse estar agora. Um alguém que te fizesse feliz.




terça-feira, 30 de julho de 2013

Ela disse adeus

Ela disse adeus. Disse porque estava cansada, cansada de ver que nada muda, ou melhor, que tudo muda mas sem que assim ela queira. Disse também, porque era mais fácil dizer do que bater portas e gritar aos quatro ventos tudo o que queria. Disse porque nada mais ali valia a pena.

Mas ela não disse só adeus, ela fez antes disso, todo aquele teatro ensaiado digno de uma platéia e bons júris. Não gritou tudo aos quatro ventos, mas gritou a todo pulmão que não mais voltaria. E antes de cruzar a linha de saída deixou algumas lágrimas caírem. Deixou, porque já estava cansada de segurá-las e ser forte.

Força. Era o que ela mais se cobrava ali, e era o que talvez ela mais sentiria falta. Não de um amor, ou de uma dor, mas sim da força que ela fazia por sempre querer juntar e remendar tudo o que estava em pedaços. Mas agora, diferente de antes, ela iria embora.

Antes ainda de fazer seu teatro e gritar para todos ouvirem, ela se deu ao luxo uma última olhada ao espelho, encarou o seu batom vermelho e criou coragem. Coragem feito de beleza. Coragem com unhas vermelhas. Era hora de partir. Então decidida, ela se virou e disse; Adeus.

Não um adeus comum, daqueles que meia hora depois de muito choro a faria mudar de ideia, nada disso. Um adeus para não mais voltar, um adeus que marque a ferro e sangue tudo o que eles viveram até ali. Um adeus para a sua velha e boa companhia, porque agora decidida, ela seria outra mulher. Uma mulher mais forte e corajosa. Uma mulher com seus batons e unhas vermelhas.


obs: texto baseado na música "ela disse adeus" dos grandes Paralamas do Sucesso. 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Caixinha de Surpresas

OBS; Esta música é pra ouvir com o texto, porque sim. 


A vida é como uma caixinha de surpresas por mais que saibamos como ela é, não sabemos qual surpresa ela nos dará. Fazemos escolhas, acrescentamos conhecimento, levantamos e caímos. Fazemos de tudo. E ainda sim, não fazemos nada e, achamos tudo uma perda de tempo. E essa perda pode ser o nosso maior acréscimo.

Ah, a vida. A vida é estar por aí sorrindo feito criança, brincando feito criança, fazendo drama feito criança. É ser criança. Ser criança e estar atento aos erros e acertos. Cair e levantar, e ainda assim assistir uma linda e bela reprise de todas as quedas. É chorar copiosamente por tudo estar errado e mesmo assim achar graça dos próprios soluços. É ter ou não ter esperanças na próxima rodada do jogo, mas ainda sim continuar jogando.

Infelizmente as coisas não são sempre como nos seriados de Tv, onde o personagem principal sempre se dá bem. Há sempre estes picos de altos e baixos, que vão do extremo e te levam ao extremo. E também, qual seria a graça de tudo sempre dar certo? Ah, ok. As vezes as coisas poderiam ser mais simples e fáceis, é poderiam sim. Mas e depois? Depois de passar aquela euforia sobre tudo estar bem, sobre tudo andar muito bem. Qual seria a graça de continuar tentando e sempre dando o melhor de si quando você já sabe o resultado?

Pegar a rota errada, se perder e mesmo perdido se encontrar. É meio louco, mas se pararmos pra pensar todas as vezes que nos metemos em alguma furada no final tiramos alguma boa lição. E essa caixinha de surpresa sem limites é a vida. Seguir em frente e ter um motivo para assim seguir. Acreditar, desistir, sonhar.

Dar sempre o melhor de si, não significa que você estará sempre no topo, significa que você está apto para sempre seguir adiante. É como dizem, perder não é o fim do jogo, mas desistir sim. Desistir é assumir que você não se preparou o suficiente, e perder é mostrar que faltou pouco para você chegar a perfeição. Aí é onde você deve procurar dentro de si uma motivação ainda maior, porque você está apto para sonhar ainda mais alto, e assim alcançar as estrelas. Porque é lá onde os seus sonhos se tornam realidade. 


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Além dos erros

Eu não sei como chegamos aqui, ou como não chegamos ou se chegamos esquecemos de parar em algum lugar. Eu me esforcei, te entendo e me entendo também. Éramos parecidos demais, unidos demais, amor demais. Mas não éramos amor.

Ainda não sei que direção seguir agora, agora que sei que com você não haverá direção alguma. Sei que é melancólico e triste pensar assim, mas se eu não pensar desse jeito de que jeito eu vou pensar? Eu só lhe peço desculpas. Desculpas pelos meus gritos desafinados, pelos pratos e copos atirados. Por ter sido tão eu, quando deveria ser um nós.

Eu só não entendia como poderia dar certo algo tão incerto. Nem mesmo sei como te pedir estas desculpas, nem sei com que cara te dizer estas verdades. Pois, foi eu que te fiz entrar neste jogo, cair neste meu mundo sem ao menos perguntar se assim você queria fazer. E quando você se mostrou presente eu flertei e te fiz sair. Te fiz sair porque não me sentia mais eu. Não sentia mais que o meu mundo ainda era meu, porque ele virou tão seu.

Foi aí que eu me desprendi, mudei e me libertei. Saí sem rumo algum procurando por mim enquanto só você permanecia ali, como sempre, eu soltei você. Não foi por amor, nem por desamor. Nem sei o porquê de ter feito tudo isso, o nosso destino era certo, tínhamos um rumo por seguir.

Mas agora eu sei, sei que só mudei a direção, mudei e esqueci de te avisar que gostaria de viver só. Sem você e seus anseios, seu cheiro e jeitos. Sinto que lhe devo algo, algo que ainda não é meu e que quem sabe nunca foi. Mas sinto que devo. O espaço ainda é o mesmo, a minha alma ainda é a mesma. Só os passos que não são os mesmos, pois agora ele são sozinhos -não tristes- e solitários.


"Me despeço dessa história
E concluo: a gente segue a direção
Que o nosso próprio coração mandar,
E foi pra lá, e foi pra lá."



Baseado na música "Assinado, eu" da Tiê. 


terça-feira, 2 de julho de 2013

sobre as estrelas

Eu decidi falar sobre as estrelas, porque foi através delas que eu descobri o meu amor. Foi através delas que eu desisti de tudo. Foi através delas que eu me reergui. Hoje nem mais sei ao certo quem sou, mas ainda consigo seguir um rumo traçado por mim mesmo. E olha que não está sendo tão fácil assim.

Hoje, diferente dos outros dias eu não tenho muito o que lhe contar. Quem sabe uma canção. Quem sabe eu apenas peça uma xícara de café. Quem sabe eu não lhe fale nada. Mas quem sabe depois podemos voltar à nossa conversa e fingir que  nada é nada. Ou ainda se preferir, comentar sobre tudo o que nos atrapalha e sobre tudo que nos atrapalhou.

Agora ao invés de dizer tudo tão enrolado e sem nexo, eu poderia simplesmente dizer que você faz falta. Mas seria tão Piegas que eu ficaria com vergonha de tamanha façanha. Por isso ainda não disse nada. Por isso ainda nem comecei a dizer o que estou pensando. Mas espero que um dia você saiba. Só não fique triste caso eu não contar.

E voltando as estrelas, e a sua eterna cumplicidade em minha vida eu gostaria de ressaltar alguns pontos. É lá onde os sonhos se tornam realidade. É lá onde tudo acontece e ninguém sabe. É lá que eu quero estar. Enquanto eu estiver mirando na lua eu sempre estarei acertando uma estrela, e enquanto eu estiver acertando as estrelas eu saberei exatamente aonde eu quero chegar/estar.

E agora falando sobre você, tenho que falar sobre o seu abraço. Seus braços. Estes braços que agora se tornaram tão meus quantos seus. Seu braços e abraços que já não consigo ficar sem. Seus abraços que começaram a fazer sentido e a fazerem falta depois daquele céu estrelado. Lembra o que eu lhe falei? São as estrelas. Elas que fazem toda esta magia, elas que fazem toda esta diferença. E agora? Agora eu fico aqui, lembrando e pensando nos seus braços que agora são os meus abraços.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Garotas

Nós garotas somos um tanto quanto estranhas de se entender. "Ah, não Flávia, apenas você é." Não. Não vamos ser hipócritas a este ponto. Ainda que tenhamos que camuflar as vezes nem nós nos entendemos, imaginem vocês homens com um apuramento completamente diferente do nosso -claro que isso não se aplica aos nossos amigos gays, porque eles vêem o que há de errado até com o cravo do cravo do seu cravo que está escondido sobre o seu piercing no nariz-. Mas a questão não são eles, somos nós.

As mulheres sempre buscaram evoluções e aparições, sejam elas em meio à guerras ou em uma revista de renome masculino. As mulheres querem atenção, isto é fato. Mas em meio à toda esta atenção nós também precisamos e procuramos pelo silêncio, pelo NOSSO silêncio. Sem escândalos, gritarias, conversas afiadas. Nada isso. 

Além de querermos -ainda- quebrar estes tabus, nós também queremos sossego e paz. Queremos andar por aí  sem ouvir cantadas de pedreiros mal acostumados, queremos nos divertir sem ter que pensar no que é correto nesta sociedade. Nós somos capazes de tudo o que vocês -homens- fazem. Já chegamos a presidência, trabalhamos em fábricas, trabalhamos como motoristas, entre tantos outros cargos que diziam ser "designado" à vocês. Fomos capazes de lutarmos por nossos próprios direitos, assim trabalhando em prol de nossa própria revolução. Somos mulheres. Somos o que realmente faz a humanidade seguir em frente. Ou você já viu um homem dando à luz a uma criança? Bom, eu ainda nunca vi. Mas confesso que seria algo bem interessante.

Eu não estou querendo ser feminista nem nada do gênero, mas você homem cuide melhor da sua mulher. Saiba como tratá-la. Quebrem estes malditos tabus e esteriótipos. Eu tenho certeza que em quatro paredes vocês não pensam em quem é ou não o alfa da relação. Então porque raios vocês ainda insistem em tentarem nos fazer submissas à vocês? Olha, não é por nada. Mas nós conseguimos viver sim - e muito bem- sem um homem do nosso lado, ou um cérebro machista que acha que é dele todo e qualquer dever superior.

E claro, não podendo deixar passar em branco, um aviso às mulheres. Apesar de todos os pesares, presem a imagem que vocês possuem, vocês são livres mas não são brinquedos. Vocês não são recicláveis. Saibam dizer não e seguir em frente. Amem acima de tudo, vocês. Valorizem-se. 



Ah, não se esqueçam que nós -mulheres- também somos capazes de cometer delitos, esconder os corpos e ninguém se quer desconfiar. Sabe como é, somos apegadas aos detalhes. ;)


terça-feira, 28 de maio de 2013

Em meio a rodovia

Já é tarde. Ou se olharmos com outros olhos já é cedo. Muito cedo. Eu decidi que iria sair por aí, sair pra poder esquecer. Sair pra pôr as coisas nos seus devidos lugares. Eu cansei. Diversas vezes eu lhe falei que um dia cansaria, e cansei.

Não estou mais andando na contramão, na verdade até consigo seguir um fluxo tranquilo e constante. Alguns carros entram fora de percurso e quase me acertam, mas é quase. Não se preocupe. As vezes eu até tento tirar as mãos do guidom e seguir o fluxo sabe? Me sentir livre. Algo que eu nunca consegui ser. Mas agora é diferente. Eu me sinto livre. Não há opiniões contrárias, não há desejos. Não há ninguém me impedindo.

Nessas horas eu acho bom ser mulher. Quando acontece alguma coisa e eu não consigo resolver sozinha, sempre tem alguém pra me ajudar. É. Como você disse. Eu iria aprender a não depender dos outros. Uma pena que demorou tanto. Uma pena que eu tenha precisado perder você.

Sei que você não vai acreditar, na verdade ninguém vai. Mas eu já atravessei um Estado! Algumas pessoas me tachavam como louca e desgovernada. Nunca liguei. Nunca me importei com o que os outros pensavam de mim, não seria agora que eu faria diferente.


Está chovendo. Esse é o problema. Com chuva fica ainda mais difícil. Em dias de chuva, todos esquecem que pedestre é gente. Ficam se atravessando e atravessando a frente de quem deseja seguir em frente. Um absurdo! Já vi muitas coisas caminho à fora. E muitas vezes fingi que não vi, não queria me envolver. Fico parada por no máximo um dia, depois já sigo em frente.

Seguir em frente. É isso que eu estou fazendo. Estou enchendo a minha bagagem de coisas novas. Fotografias. Livros. Paisagens. Cultura. Tudo novo, de novo. O novo não me cansa. E em meio a rodovia eu sempre encontro alguma coisa. Isso eu não troco por nada, não agora, não de novo. Em meio a rodovia eu sou uma outra pessoa qualquer. Com novos sonhos. Com novos ares.


sábado, 18 de maio de 2013

O tempo do mundo

Sabe, hoje eu senti uma saudade imensa de você. Talvez pela distancia, talvez pelo tempo. Tempo. O que é realmente o tempo? Sei que o tempo é uma coisa totalmente relativa à cada pessoa. Por exemplo: o meu tempo é diferente do seu. Pelo meu tempo nós já teríamos nos encontrado por diversas e diversas vezes. Sei que pelo seu tempo também. Só que além do nosso tempo e do tempo alheio, há ainda o tempo do mundo. E esse, esse minha cara, é o que realmente tá "pegando". O tempo do mundo.

Esse tempo que não passa, que não faz a distância ficar mais próxima. Que não lhe traz você à mim. Esse tempo que viaja por diversos lugares mas insiste em não cruzar o seu caminho com o meu. Ah, o tempo. Eu estava ouvindo Nando Reis, lembra? O Nando? Você é a cara dele, não fisicamente mas sim filosoficamente falando. As músicas, os pensamentos. O allstar.

Queria te convidar para jogar video-game agora, como velhos amigos -infantis- fazem. Somos infantis. Possuímos algo que poucas pessoas possuem, a inocência. Ou como bons adolescentes poderíamos beber alguma coisa e rir do que acontece com a nossa vida. Poderíamos escrever um livro. Você com as suas histórias e eu com os meus rolos desafinados.

Sabe qual o problema? Eu tenho medo. Medo de olhar para trás e dizer "fomos amigos". Quando o que eu sempre quero dizer é, nunca deixamos de ser. Espero que sejamos os mesmos sempre. Ok. Talvez pode até acontecer algumas mudanças porque eu sei que você não gosta de mesmices e monomanias. Você gosta de se arriscar mais e de viver mais. E eu te admiro muito por isso.

Bom, eu só passei pra dizer que sinto a sua falta. Que te pagaria um café qualquer dia destes, ou um achocolatado qualquer. Quem sabe até um sonho, que no caso, eu não compraria, mas dividiria com você. Porque sonhos não se compram. Assim como não se compra você.

Ah, e ao tempo. Que ele nos faça cruzar o mesmo caminho.