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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Gente

Gente. Gente que corre. Gente que tropeça e ainda assim continua a correr. Gente que cai. Gente que faz derrubar. Gente que estende a mão à quem está no chão.
Gente que sofre e que mantêm o sorriso no rosto. Gente que machuca para não se machucar. Gente que se deixa machucar para não ferir. Gente. Gente que chora, ri e ama. Gente que mente. Gente que sonha. Gente que não sabe o que é ser gente. Gente que só queria ser gente. Gente que pressupõe que há outros tipos de gente. Gente que sonha com um mundo melhor.
Gente que só fala de gente. Gente que não fala de nada. Gente que fala de tudo. Gente que rouba, mata e come. Gente que luta pela paz mundial. Gente que vive armada. Gente que foge das armas.
Gente que estuda e foge dos estudos. Gente que gostaria de estudar e não obteve oportunidades.
Gente que acha desculpa para tudo. Gente que faz acontecer. Gente que só sabe dar pitacos.
Gente que aprende com erros. Gente que não sabe ser gente. Gente que acorda cedo. Gente que dorme tarde. Gente que não dorme. Gente que vive para dormir. Gente que destrói sonhos. Gente. Gente que dança. Gente que brinca. Gente que vive a admirar o outro. Gente que inspira. Gente que só transpira. Gente que dá valor. Gente que não valoriza. Gente que vive a esperar. Gente que nunca espera. Gente que não admite o aprendizado. Gente que tem medo de enfrentar seus sonhos. Gente que semeia o amor. Gente que nunca amou. Gente que ama a todo tempo. Gente que ama vários ao mesmo tempo. Gente que ama tudo o que todos amam. Gente de mente vazia. Gente inteligente. Gente. 




quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Mais uma dose por favor!


- Amigo! Aqui, mais uma dose! - pedi ao garçom. - Ah, e eu o chamo de amigo, porque ele realmente é meu amigo. Venho aqui com média de quatro vezes por semana. Já faço parte da casa.

- Mas então, como eu estava te dizendo. Dia destes eu até pensei que finalmente tinha encontrado o amor. Num outro barzinho qualquer, com uma música bem agradável e várias pessoas bonitas. Ela era legal, pena que era meio masoquista. É. Não que eu não goste, mas sabe como é, ela luta Judô e quebrou dois dedos meus na ultima vez que fomos nos despedir. Assim fica meio difícil, sabe como é. Mas até aí tudo bem, tudo ia normal. Fomos até o hospital, ela me pediu desculpas, mas eu achei melhor a gente se afastar. Vai que ela decidi fazer isso na cama. Aí, eu morro!

Antes, no caso, dela, eu nunca entendia porque não dava certo. Eu pagava as bebidas, levava até em casa. E vez ou outra, até ligava no dia seguinte,  na semana seguinte, sempre me fazia presente. Acho que o problema está com elas. Ou eu deveria virar gay. Seria mais fácil entender alguém do mesmo sexo que eu. Pena que eu realmente gosto muito da fruta. Senão, até pensaria no caso. 

Ou quem sabe, se o amor fosse mais fácil e traduzível eu até conseguiria. Sabe, que nem receita de bolo de vó. Três xícaras de chá de boa gentileza, uma boa pitada de carinho e uma dose de amor. Vai dizer que não seria mais fácil?

- É engraçado ouvir isso de você. Digo, um homem com tanta sorte na vida nunca encontrou um verdadeiro amor. - Ela disse pra mim, enquanto eu virava mais uma dose.

- É, mas o bom é que eu nunca perdi as esperanças. Ele deve estar por aí, uma hora ou outra eu me esbarro com ela. - Ela ainda me olhava atentamente, como desde a primeira palavra que eu disse.

- Ainda é engraçado. O senhor já beirando os seus setenta anos, e ainda pensando assim. É raro. - Ela corou - Desculpa, eu não quis tocar na sua idade. É só que, é estranho, diferente. O pessoal mais jovem não pensa assim e o senhor... 

- Tudo bem minha querida, mas sabe, - eu a interrompi, e dei outro gole - o amor ele não têm idade, ele apenas precisa ser verdadeiro e acontecer. Já ouvi muito disso, me enfiei em várias discussões também, mas ainda, ninguém me convenceu de que o amor possui uma idade concreta para acontecer. -  me virei e pedi mais uma dose





Então, se vocês gostaram do texto ou não, deixem no comentários aqui abaixo. Sua crítica é muito importante para o funcionamento deste blog. (:


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

que seja com você;

- Talvez a gente caia, brigue, afunde novamente o Titanic ou outro parecido, quem sabe. Talvez a gente não faça nada disso. Talvez ao sairmos daqui eu seja atropelado, ou você seja, mas o importante é ficarmos juntos. Ok? Quem sabe também, na pior das possibilidades eu encontre outra mulher perfeita para a minha vida, tipo a minha avó que eu não conheci. Quem sabe a gente não consiga viajar neste final de ano, ou quem sabe ainda a gente consiga. Quem sabe ao cruzar o fim da igreja você olhe para mim e diga que eu não sou o homem perfeito para você. Talvez a nossa casa não fique pronta, os filhos nasçam antes, a cortina não combine com o sofá, o cachorro solte pulgas por onde quer que passe. Talvez não tenhamos cachorros, mas sim gatos. Talvez tenhamos um curral na nossa sala de jantar, mas quem sabe o coitado do curral seja apenas um quadro. Talvez o quadro caia em cima da nossa mesa de jantar, que talvez, sem querer, atinja um dos nossos convidados de honra, de hoje, por exemplo. Talvez a gente nem faça uma sala de jantar. Talvez o nosso carro alugado diga que outro casal pagou mais caro, e assim ele nos roubam o mesmo e a gente fica apé em nossa linda e maravilhosa lua de mel. Talvez também o seu vestido rasgue assim que você diga "aceito" e todos aqui nesta igreja ficam conhecendo a sua lingerie antes de mim. Talvez eu fique puto e também rasgue a minha calça só pra você sentir o mesmo sentimento que eu irei sentir, caso isso aconteça, claro. Talvez ainda nós nos afogamos com os arroz na saída, e na hora de eu te desafogar eu te dê um golpe e tu fica desacordada e o teu pai olhe pra mim querendo me matar, e todos ficam preocupados e na verdade tu só tá fazendo cena pra ficar mais tempo no nosso casamento. Talvez nada disso aconteça e seja só invenção da minha cabeça, mas o que eu realmente quero te dizer é que; se for pra tudo dar errado, quero que seja com você apenas com você.





Este texto é um oferecimento do Imagine, que é escrito por mim. Avá?!. Mas então, ele foi inspirado na música - se for pra tudo dar errado da banda Tópaz. É isso aí, espero que curtam e deixem aqui embaixo se vocês gostaram ou não do texto. Obrigada!

sábado, 3 de agosto de 2013

A teimosia de um amor

Ele anda por aí com a cabeça erguida e nunca olha para trás. E como se não bastasse se faz de forte e insensível, e se quer fala sobre o que aconteceu no passado. Ela por sua vez, finge que a vida é bela e que tudo o que aconteceu até agora, aconteceu por algum motivo. Mas ainda assim, foi melhor o que aconteceu -ou em outras palavras, o que deixou de acontecer.

Os caminhos não mais se cruzam, os amores não mais são os mesmos. Os sonhos? Bom, estes já não existem mais. Não foi a vida, não foi o tempo, não foi a falta do mesmo. Foram eles. Eles quiseram assim, eles procuraram e deixaram que as coisas ficassem desse jeito.

A música não mais toca, o suspiro não mais se faz presente e a falta de ar não mais os atrapalha. Eles cresceram. E não foi só o crescer, mas sim o perder. Perderam o que de mais bonito existia dentro deles, o amor. Ele busca sucesso, lê constantemente vários livros, vai em diversas conferências e vive pulando de país em país. Ela, virou totalmente o seu oposto. Apenas buscou alguém que lhe trouxesse calma, que entendesse os seus constantes surtos e, que ainda no final de cada dia ainda lhe murmurasse um - eu te amo.

Negar o passado, fingir que tudo  não passou de uma simples historia de amor. Esse era o lema de vida dos dois, negar tudo, mesmo que os fatos dissessem o contrário. Mas até quando dois corações suportam a dor e a distancia por culpa de um orgulho bobo e medo? Seria mais fácil esquecer e aceitar, ou continuar nesta luta constante em negar tudo aquilo que foi registrado e cravado em suas memorias?

Provável que eles nunca saibam. Provável que ninguém mais saiba. A história está cada vez mais distante de se tornar perfeita e real. Por culpa dele? Talvez. Ele foi um tanto orgulhoso, mas sempre deixou bem claro, que se não fosse por ela jamais ele voltaria a lutar por um amor.


"hay cosas dentro de mí

Que puedo esconder

Y nadie mas ver"













quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Um alguém

Faz frio e a chuva está cada vez mais forte, não sei onde errei ou em qual esquina deixei o nosso amor. Realmente não sei. Eu queria encontrar uma solução, alguma resposta para esta equação errônea na qual continuo a insistir.

Você se quer lembra de mim, mas faz questão de mostrar ao mundo que eu nunca realmente fui. Você continua com esta sisma de esfregar na cara de todos que nada passou de uma fictícia história de amor. Mas eu, eu não consigo mais. É forçar demais para mim.

O orgulho. Por diversas vezes você me disse o que estava errado, por diversas vezes eu ignorei os seus suspiros e lamentos. Mas eu juro. Juro que você sempre foi a primeira mulher a vir em  mente quando me perguntavam -naquelas entrevistas toscas- se existia um alguém em minha vida. Sempre existiu. Sempre foi você.

Nos despedimos da melhor forma possível. Te encontrei num Pub qualquer, em uma cidade qualquer e te convidei a mostrar para o mundo que seguíamos ali. Eramos dois imbecis apaixonados mas com medo de seguir e viver um amor.

Agora, eu estou aqui, em frente a sua casa com o seu maldito convite de casamento em mãos e, não sei ao certo o que fazer. Rodei por vários quilômetros e o desgraçado do meu inconsciente me trouxe até aqui. Eu só queria saber o porquê de tudo isso. O porquê de nunca ficarmos juntos, mesmo quando o mundo conspirava ao nosso favor. O porquê do adeus, quando prometemos começar do zero.

Eu só queria ser um alguém na sua vida. Um alguém com o qual você pudesse estar agora. Um alguém que te fizesse feliz.




terça-feira, 30 de julho de 2013

Ela disse adeus

Ela disse adeus. Disse porque estava cansada, cansada de ver que nada muda, ou melhor, que tudo muda mas sem que assim ela queira. Disse também, porque era mais fácil dizer do que bater portas e gritar aos quatro ventos tudo o que queria. Disse porque nada mais ali valia a pena.

Mas ela não disse só adeus, ela fez antes disso, todo aquele teatro ensaiado digno de uma platéia e bons júris. Não gritou tudo aos quatro ventos, mas gritou a todo pulmão que não mais voltaria. E antes de cruzar a linha de saída deixou algumas lágrimas caírem. Deixou, porque já estava cansada de segurá-las e ser forte.

Força. Era o que ela mais se cobrava ali, e era o que talvez ela mais sentiria falta. Não de um amor, ou de uma dor, mas sim da força que ela fazia por sempre querer juntar e remendar tudo o que estava em pedaços. Mas agora, diferente de antes, ela iria embora.

Antes ainda de fazer seu teatro e gritar para todos ouvirem, ela se deu ao luxo uma última olhada ao espelho, encarou o seu batom vermelho e criou coragem. Coragem feito de beleza. Coragem com unhas vermelhas. Era hora de partir. Então decidida, ela se virou e disse; Adeus.

Não um adeus comum, daqueles que meia hora depois de muito choro a faria mudar de ideia, nada disso. Um adeus para não mais voltar, um adeus que marque a ferro e sangue tudo o que eles viveram até ali. Um adeus para a sua velha e boa companhia, porque agora decidida, ela seria outra mulher. Uma mulher mais forte e corajosa. Uma mulher com seus batons e unhas vermelhas.


obs: texto baseado na música "ela disse adeus" dos grandes Paralamas do Sucesso. 

terça-feira, 19 de março de 2013

Dessa vez não!


Não era amor, era carência. Eu percebi isso da pior forma e você talvez nem tenha percebido ainda. Fazer o quê? As coisas são mesmo assim. Por mais que eu queria que fosse amor, não era. Não da sua parte. Era só chamego, carinho, atenção, companheirismo, amizade. Era tudo! Menos o maldito amor. Deveria te culpar. Alias, porque mesmo que eu não estou te culpando? Você com o seu sorriso, charme e carinho me conquistou e depois me abandonou, me abandonou da pior forma. Me abandonou de uma forma calada, sem sentido e com muito sentido. Me abandonou como se nunca tivesse existido um eu e um você, ou um nós. Me abandonou como uma criança que cansa de brincar e deixa o brinquedo torto de lado, porque com ele já não dá mais pra brincar ou porque com ele é mais difícil de se brincar. Agora também tanto faz. Tanto fez. Você já fez. Só não tente mais voltar, porque eu não vou estar. Não dessa vez. Não por mais uma vez.