Já é tarde. Ou se olharmos com outros olhos já é cedo. Muito cedo. Eu decidi que iria sair por aí, sair pra poder esquecer. Sair pra pôr as coisas nos seus devidos lugares. Eu cansei. Diversas vezes eu lhe falei que um dia cansaria, e cansei.
Não estou mais andando na contramão, na verdade até consigo seguir um fluxo tranquilo e constante. Alguns carros entram fora de percurso e quase me acertam, mas é quase. Não se preocupe. As vezes eu até tento tirar as mãos do guidom e seguir o fluxo sabe? Me sentir livre. Algo que eu nunca consegui ser. Mas agora é diferente. Eu me sinto livre. Não há opiniões contrárias, não há desejos. Não há ninguém me impedindo.
Nessas horas eu acho bom ser mulher. Quando acontece alguma coisa e eu não consigo resolver sozinha, sempre tem alguém pra me ajudar. É. Como você disse. Eu iria aprender a não depender dos outros. Uma pena que demorou tanto. Uma pena que eu tenha precisado perder você.
Sei que você não vai acreditar, na verdade ninguém vai. Mas eu já atravessei um Estado! Algumas pessoas me tachavam como louca e desgovernada. Nunca liguei. Nunca me importei com o que os outros pensavam de mim, não seria agora que eu faria diferente.
Está chovendo. Esse é o problema. Com chuva fica ainda mais difícil. Em dias de chuva, todos esquecem que pedestre é gente. Ficam se atravessando e atravessando a frente de quem deseja seguir em frente. Um absurdo! Já vi muitas coisas caminho à fora. E muitas vezes fingi que não vi, não queria me envolver. Fico parada por no máximo um dia, depois já sigo em frente.
Seguir em frente. É isso que eu estou fazendo. Estou enchendo a minha bagagem de coisas novas. Fotografias. Livros. Paisagens. Cultura. Tudo novo, de novo. O novo não me cansa. E em meio a rodovia eu sempre encontro alguma coisa. Isso eu não troco por nada, não agora, não de novo. Em meio a rodovia eu sou uma outra pessoa qualquer. Com novos sonhos. Com novos ares.
terça-feira, 28 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
O tempo do mundo
Sabe, hoje eu senti uma saudade imensa de você. Talvez pela distancia, talvez pelo tempo. Tempo. O que é realmente o tempo? Sei que o tempo é uma coisa totalmente relativa à cada pessoa. Por exemplo: o meu tempo é diferente do seu. Pelo meu tempo nós já teríamos nos encontrado por diversas e diversas vezes. Sei que pelo seu tempo também. Só que além do nosso tempo e do tempo alheio, há ainda o tempo do mundo. E esse, esse minha cara, é o que realmente tá "pegando". O tempo do mundo.
Esse tempo que não passa, que não faz a distância ficar mais próxima. Que não lhe traz você à mim. Esse tempo que viaja por diversos lugares mas insiste em não cruzar o seu caminho com o meu. Ah, o tempo. Eu estava ouvindo Nando Reis, lembra? O Nando? Você é a cara dele, não fisicamente mas sim filosoficamente falando. As músicas, os pensamentos. O allstar.
Queria te convidar para jogar video-game agora, como velhos amigos -infantis- fazem. Somos infantis. Possuímos algo que poucas pessoas possuem, a inocência. Ou como bons adolescentes poderíamos beber alguma coisa e rir do que acontece com a nossa vida. Poderíamos escrever um livro. Você com as suas histórias e eu com os meus rolos desafinados.
Sabe qual o problema? Eu tenho medo. Medo de olhar para trás e dizer "fomos amigos". Quando o que eu sempre quero dizer é, nunca deixamos de ser. Espero que sejamos os mesmos sempre. Ok. Talvez pode até acontecer algumas mudanças porque eu sei que você não gosta de mesmices e monomanias. Você gosta de se arriscar mais e de viver mais. E eu te admiro muito por isso.
Bom, eu só passei pra dizer que sinto a sua falta. Que te pagaria um café qualquer dia destes, ou um achocolatado qualquer. Quem sabe até um sonho, que no caso, eu não compraria, mas dividiria com você. Porque sonhos não se compram. Assim como não se compra você.
Ah, e ao tempo. Que ele nos faça cruzar o mesmo caminho.
Esse tempo que não passa, que não faz a distância ficar mais próxima. Que não lhe traz você à mim. Esse tempo que viaja por diversos lugares mas insiste em não cruzar o seu caminho com o meu. Ah, o tempo. Eu estava ouvindo Nando Reis, lembra? O Nando? Você é a cara dele, não fisicamente mas sim filosoficamente falando. As músicas, os pensamentos. O allstar.
Queria te convidar para jogar video-game agora, como velhos amigos -infantis- fazem. Somos infantis. Possuímos algo que poucas pessoas possuem, a inocência. Ou como bons adolescentes poderíamos beber alguma coisa e rir do que acontece com a nossa vida. Poderíamos escrever um livro. Você com as suas histórias e eu com os meus rolos desafinados.
Sabe qual o problema? Eu tenho medo. Medo de olhar para trás e dizer "fomos amigos". Quando o que eu sempre quero dizer é, nunca deixamos de ser. Espero que sejamos os mesmos sempre. Ok. Talvez pode até acontecer algumas mudanças porque eu sei que você não gosta de mesmices e monomanias. Você gosta de se arriscar mais e de viver mais. E eu te admiro muito por isso.
Bom, eu só passei pra dizer que sinto a sua falta. Que te pagaria um café qualquer dia destes, ou um achocolatado qualquer. Quem sabe até um sonho, que no caso, eu não compraria, mas dividiria com você. Porque sonhos não se compram. Assim como não se compra você.
Ah, e ao tempo. Que ele nos faça cruzar o mesmo caminho.
domingo, 12 de maio de 2013
Me perdoa amor
Já é verão, a sua
estação quase preferida do ano. Já se passaram oito meses amor. Oito
meses. E eu preciso do seu sorriso, preciso de você. Preciso de você aqui do meu lado, gritando
comigo me ligando desesperada pra eu passar no mercado porque está faltando
alguma coisa absurda para a sua receita ficar pronta. Oito meses amor.Era pra ser a noite mais feliz da sua vida. Eu procurei
fazer tudo como manda a tradição. Eu só demorei demais...
- Você está tão perfeita! – Eu te analisava a todo instante,
só queria descobrir como seria quando você visse tudo o que eu preparei pra
você, pra gente. Seu sorriso. Seu sorriso estava mais perfeito, tinha um brilho
especial nele e, eu, eu estava feito uma criança que quer logo contar o seu
segredo. Tudo precisava ser perfeito. Era a sua noite.
Você parecia assustada com a situação, estávamos num dos
lugares mais caros de São Paulo. O nosso lugar. Depois de alguns minutos lhe
contemplando feito um idiota eu finalmente tirei aquela caixinha do meu paletó.
Você parecia não acreditar, e nem sabia o que tinha por vir. Na verdade nem eu.
Para muitos ainda era cedo, estávamos juntos apenas há dois
anos, mas era a nossa vez. E depois de brincar com a caixinha eu finalmente lhe
entreguei. – Lembra daquele sofá que quebramos naquele apartamento? Aquele lá
que você caiu sem querer e eu cai por cima de você – Victor, por favor! –
Então, eu comprei ele. O apartamento, não o sofá... Eu sei que demorei, mas comprei e agora ele é nosso.
Você mal conseguia abrir a caixinha de tão nervosa que
estava, e já estava aos mil prantos. Chorava feito bebê e todos nos olhavam.
Nunca me vi tão feliz.
- pausa –
Eu não consigo mais entrar naquele apartamento. Me desculpa.
Era pra ser o nosso cantinho de refúgio, o nosso lugarzinho especial. O nosso
ninho de amor.
Agora eu estou aqui, de pé em frente à porta segurando a sua
chave. Você nem colocou um daqueles seus chaveiros berrantes. Eu trouxe o buddy
comigo.
- pausa-
O silencio aqui se faz assustador. Está tudo intacto como eu
deixei antes de ir buscá-la para jantarmos. As flores continuam no chão, o
champanhe ainda está sobre a mesinha. O nosso futuro ainda está envolto de um
laço vermelho.
Eu comprei uma vitrola, só pra ser romântico. Mandei até
fazer um vinil especial para tocar a nossa música. Tudo está intacto aqui,
menos o meu coração.
- Mas que merda! Eu iria te pedir em casamento Clara, era a
NOSSA noite! Maldito! Eu iria te fazer minha mulher pra sempre!
Desculpa não conter as lágrimas, eu não consigo mais parecer
forte. Ouvi diversos tipos de conselhos, me mandaram até seguir em frente. Eu
os mandei pro inferno. Será que ninguém entende? Eu queria era você.
Desculpa demorar tanto amor, desculpa deixar tanto tempo da
nossa vida passar. Desculpa por na maioria das vezes estar distante. Desculpa.
Eu só queria que fosse tudo perfeito.
Esbarro-me na mesinha e a vitrola começa a tocar a nossa
música e é inevitável eu não cantar junto, era a nossa tradição e agora só
estou eu aqui...
- antes de mí tu no eras tu, antes de tí yo no era yo. Antes de ser nosotros dos, no habia niguno
de los dos... antes de irme yo debo decir, yo tambíen pensaba que era felíz antes de ti. No entiendo como podía vivir antes ♪
Então eu finalmente
desabo, desabo como há tanto tempo não fazia. Eu perdi o meu mundo e nada do
que eu faça ou fale irá trazê-lo para mim. Eu te perdi amor. E eu nem posso ir
à sua casa e pedir desculpas de joelhos, dizendo que eu sou um babaca e dizer
tudo o que eu sinto por você. Porque, droga! Você não está mais lá!
- Me perdoa amor. Perdoa-me por ser distante. Perdoa-me por
demorar tanto para lhe pedir em casamento, me perdoa por tudo! Perdoa-me por
todas as vezes que eu não consegui vir.
ME PERDOA AMOR!
- pausa-
- Victor? Victor é você?
Sua mãe entra desgovernada e me abraça. Ela está tão
desnorteada quando eu. Ela mudou muito amor, ela não consegue mais seguir em
frente. Eu não consigo mais. Mas eu preciso. Eu me mudei para a casa dos seus
pais, tenho ajudado a sua mãe. Mas não está sendo fácil. Esse vazio é maior do
que tudo.
- me perdoa! – em meio aos prantos
- Victor, não foi sua culpa. Não se culpe por isso, não por
isso Victor! O erro não foi seu.
- Eu poderia ter feito tudo diferente, eu poderia ter ido
por outro lugar. Eu só quis que fosse perfeito, fazer a noite ser perfeita e
olha onde estamos! Que droga!
- Victor, você não tem culpa! Foi um acidente!
- Eu só, só queria mais um minuto com ela sabe? Dizer tudo o
que eu nunca disse antes, ou que eu disse mais queria dar uma ênfase maior,
mostrar o quando eu a amo. Que estava tudo pronto, que ela seria a mulher da
minha vida, que iríamos nos casar. Que eu comprei flores, as alianças que ela
tanto quis. Eu rodei São Paulo inteira pra fazer tudo perfeito!
- você a fez muito feliz, acredite!
- Mas ela não pode voltar, ela não vai voltar e me xingar
por ter demorado demais ou por ter deixado algo passar. Ela não vai voltar
reclamando como sempre. Sempre que eu passo por aqui eu espero vê-la pela
janela, sabe? Me esperando pra escolher o apartamento, como a gente fez. Ela
não vai voltar Maria, ela não vai entrar por aquela porta gritando de felicidade,
dizendo que está tudo lindo como ela sempre planejou e que a cortina não
combina com o sofá. Ela não vai falar nada disso! Ela não vai ver que eu fiz de
tudo para era o dia mais perfeito da vida dela, e olha, olha aonde em que ponto
chegou.
sábado, 27 de abril de 2013
Luz a brilhar
Oi gente! Eu sei que faz tempo que eu não posto nenhuma música aqui e nem dou dicas de novos cantores e afins, mas esse carinha merece uma atenção maior. Venho através deste meio, falar um pouquinho sobre o talentoso do Vitor Kley. Um gaúcho muito fofo dono de uma voz doce e suave que vem conquistando cada dia mais o mundo da música.
Eu encontrei o Vitor através de um cover do Detonautas e me encantei pela sua voz, assim comecei a procurar mais sobre ele. Foi então que eu descobri que ele começou a fazer umas parcerias com o Armandinho - que para quem não sabe eu sou muito fã ♥ -. E depois dessa grande empurrãozinho do maestro, a carreira do gato fluiu. Lembrando que ele possui um outro trabalho que foi o seu primeiro CD lançado através de uma produção independente. E cá entre nós, a voz dele é apaixonante!
Neste último dia 22 o gato lançou o seu mais novo trabalho o CD - Luz a Brilhar. É isso aí, este novo trabalho ficou incrível e muito gostosinho de ouvir. Dá uma passadinha lá na página dele e venha curtir esta vibe comigo!
Só pra descontrair um pouquinho; Vem pra perto de mim ♪
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sexta-feira, 12 de abril de 2013
Talvez não fosse perda, mas sim um aprendizado
Eu nunca quis partir, a verdade é essa. Por mais que isso soe estranho agora eu sempre quis ficar. Quis te abraçar e te acalentar sempre que preciso. Mas as coisas começaram a sair do controle, você saiu do controle e eu nos perdi. A minha intenção não era fugir era dar um tempo, ver o que queríamos, ver se nos queríamos. Eu não sei como chegar em você agora, sei o quanto te fiz mal nestes últimos dias. Eu só queria te pedir desculpas, coisa que eu não faço há anos! Só queria me redimir, dizer que também estou mal, dizer que você me faz falta.
Talvez eu não volte nunca mais, realmente não volte. Deixe a poeira baixar e suma de vez da sua vida, sem lhe dar qualquer explicação, sem me dar uma explicação. Mas haverá um bom motivo, eu juro. Vou sumir pra você traçar um novo rumo, procurar um novo amor, um amor que não lhe machuque e que lhe faça bem, tão bem como eu lhe fazia até nos perdermos.
Eu, eu só não vou suportar. Te ver por aí com um qualquer, um qualquer segurando a minha vida. Também não vou suportar se ele te machucar, se ele te fizer algum mal. Prefiro nem pensar nisso. Não agora. Eu preciso lhe deixar ir.
Lembra quando você dizia que eu era imaturo e infantil? Eu acho que agora eu estou entendendo o sentido, sabe os pingos nos i's estão se encaixando perfeitamente. Eu era fraco. Tinha medo. Medo de te perder, de você me deixar. E olha o que eu fiz? Eu te deixei. Soltei sua mão quando você mais precisou. Aonde eu estava com a cabeça? Soltei o meu bem mais precioso.
Me disseram que você vai bem, que já tem até um novo possível amor. Queria dizer que não estou com ciúmes, mas vou estar mentindo. Me desculpe. Como lhe disse eu sou fraco, tenho medo. E foram por eles que eu me afastei. Desculpa não ter lhe falado nada antes, desculpa nunca te falar nada.
Você não vai entender nada, vai me julgar involuntariamente e eu não vou lhe culpar. Nunca lhe culpei. O errado fui eu. Mas não se preocupe você vai melhorar, vai aprender a não cair tão facilmente, vai aprender a não chorar. Vai aprender a viver. E eu vou ficar por aqui, te observando em silêncio, como sempre fiz.
- Esse é um texto e resposta ao texto² do blog da pupilo Fernanda Campos -
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Apenas mais uma dose
Estava com sede de você, do seu corpo, do que você é capaz de fazer comigo. Então fui a sua procura. Perambulei por vários bares e cidades e nada de te encontrar. Aonde foi que eu te perdi? Mas eu não vou desistir. E foi aí que eu te encontrei. Num bar qualquer ali sentada, sozinha, apenas me aguardando. Fui me aproximando como quem não quer nada, coloquei os meus dedos sobre a sua boca e lhe acariciei. Não falei nada, não era preciso falar, você já sabia. Isso realmente seria o certo? Depois de tanto tempo cair novamente em tentação? Eu não sei, não consigo manter o foco. Sua pele ali, toda lisinha me convidando para mais uma dose, apenas mais uma. Eu vou enlouquecer assim. Eu já não sei o que faço. Se ainda faço algo por você, ou por mim. Você não diz nada, não faz caras e nem bocas. Me deixa apenas ali, morrendo, morrendo por ter você. Minha garganta queima suplicando o seu nome, meus lábios tremem desesperadamente. Seria errado te ter apenas mais uma vez? Depois de tantos choros, mágoas, conversas e consolos. Eu seria estritamente seu. Eu preciso manter o foco. O que eu estou fazendo? Preciso ficar longe de você, me afastar e nunca mais voltar. Até tento recuar mas os meus dedos ainda permanecem ali, a procura de seus lábios, a procura de você. Como eu sou fraco. Não faz cinco minutos que eu estou aqui e eu ainda não consegui ir embora, não consegui deixá-la ir. Eu jurei que não seria mais vulnerável. Jurei que te soltaria e deixaria seguir o seu caminho. Deixaria você correr atrás de outros corações partidos. Deixaria você partir. Mas hoje não, não hoje. Agora, só agora. Uma dose, uma única e forte dose de você.
terça-feira, 19 de março de 2013
Dessa vez não!

Não era amor, era carência. Eu percebi isso da pior forma e você talvez nem tenha percebido ainda. Fazer o quê? As coisas são mesmo assim. Por mais que eu queria que fosse amor, não era. Não da sua parte. Era só chamego, carinho, atenção, companheirismo, amizade. Era tudo! Menos o maldito amor. Deveria te culpar. Alias, porque mesmo que eu não estou te culpando? Você com o seu sorriso, charme e carinho me conquistou e depois me abandonou, me abandonou da pior forma. Me abandonou de uma forma calada, sem sentido e com muito sentido. Me abandonou como se nunca tivesse existido um eu e um você, ou um nós. Me abandonou como uma criança que cansa de brincar e deixa o brinquedo torto de lado, porque com ele já não dá mais pra brincar ou porque com ele é mais difícil de se brincar. Agora também tanto faz. Tanto fez. Você já fez. Só não tente mais voltar, porque eu não vou estar. Não dessa vez. Não por mais uma vez.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Você e Eu
As coisas andam meio complicadas por este lado, na verdade andam até saindo dos trilhos. Céus, que bagunça! Eu, assim como muitas outras pessoas observamos o quão distante eu estou, e digamos que até um pouco perdido. Eu não sei mais o que faço.
Antes era tudo mais simples, mais fácil, entende? Éramos eu, minha paranoia e nada mais que isso. Sinto falta disso. Sinto falta de conversar sozinho com a maré. Sinto falta de não pensar em nada, enquanto tudo se desenvolvia na minha frente. Sinto falta de ser apenas eu. O problema é que aí chegou você, e mudou tudo aquilo que eu pensava que gostava e mantinha.
Surgiu você na minha vida e sem me dar conta, sempre quando eu estava cabisbaixo eu lhe procurava, você se tornou em tão pouco tudo pra mim.
Pouco me importava se você queria me ouvir ou não, se queria me ver ou não. Eu queria, e isso já era motivos o suficiente para você também querer. Você nunca recusou um pedido meu. Um sorriso seu.
Quando eu voltava pra casa, eu não sabia ao certo o que queria ou deixava de querer e pra falar bem a verdade eu nem queria saber. Mas aí você apareceu mais uma vez. E apareceu sorrindo feito uma babaca e eu perdi o meu chão e todo texto decorado que já tinha ensaiado mil vezes pra lhe dizer que era apenas amizade, que fora isso não era nada disso. Só que eu me perdi, me perdi em meio aos seus lábios e olhares e ainda perdido procurei te encontrar. Porque nós sabemos que depois que você apareceu só existe você e eu.
Antes era tudo mais simples, mais fácil, entende? Éramos eu, minha paranoia e nada mais que isso. Sinto falta disso. Sinto falta de conversar sozinho com a maré. Sinto falta de não pensar em nada, enquanto tudo se desenvolvia na minha frente. Sinto falta de ser apenas eu. O problema é que aí chegou você, e mudou tudo aquilo que eu pensava que gostava e mantinha.
Surgiu você na minha vida e sem me dar conta, sempre quando eu estava cabisbaixo eu lhe procurava, você se tornou em tão pouco tudo pra mim.
Pouco me importava se você queria me ouvir ou não, se queria me ver ou não. Eu queria, e isso já era motivos o suficiente para você também querer. Você nunca recusou um pedido meu. Um sorriso seu.
Quando eu voltava pra casa, eu não sabia ao certo o que queria ou deixava de querer e pra falar bem a verdade eu nem queria saber. Mas aí você apareceu mais uma vez. E apareceu sorrindo feito uma babaca e eu perdi o meu chão e todo texto decorado que já tinha ensaiado mil vezes pra lhe dizer que era apenas amizade, que fora isso não era nada disso. Só que eu me perdi, me perdi em meio aos seus lábios e olhares e ainda perdido procurei te encontrar. Porque nós sabemos que depois que você apareceu só existe você e eu. quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Apenas uma carta
Com amor, seu amor.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Ops!
Calma. Vamos com calma! Eu sei, não, não estou nervosa. Só estou falando sozinha no meio de um corredor imenso. É, não devo estar nada calma. E só faz alguns minutos que eu te vi. Eu nem consigo dizer direito o que sinto, só consigo pensar em você. Ah, você. Você não faz nada, ou faz. Não sei! Ando meio confusa, alias que conversa confusa. Uma conversa com o meu próprio eu. É as coisas estão realmente confusas. Queria mostrar à você que eu existo, que estou aqui. Que sempre estive. Se ao menos eu tivesse coragem. Lembra, uma vez quando ainda éramos menores, vivíamos conversando sobre o futuro e aonde estaríamos. Nunca me imaginei sem você. Mas aconteceu. Ainda acontece. E se depender do nosso destino sempre vai acontecer. Sempre te admirei, queria estar no lugar delas. Tudo seria diferente, eu te valorizaria, te amaria, te acalentaria. Seria tua. Somente tua. Tu serias meu. Eu, eu só não consigo chegar até você. Acaba tudo sendo complicado e sem sentido, mas quando eu penso que talvez, eu fosse realmente tudo o que você procurava em um alguém tudo se resolveria e assim terminaríamos num lindo e sincero feliz para sempre. Você mal me olha nos olhos, sempre passa de cabeça baixa. Como eu vou saber de algo ou de alguém assim? Poderia me esbarrar com você, fazer tipo cena de filme, onde os livros caem e ao nos abaixarmos nossas mãos se tocam você me olha e ficamos ali perdido por mil olhares em apenas um foco. Seria mágico! Mas eu posso fazer isso, não posso? Meu Deus! Por quanto tempo eu estou aqui? Você está vindo e eu nem decidi em como eu vou chegar em você ainda, porque você foi tão rápido? E agora? O que eu faço?Calma, poderia ser como num filme. Não pode? Espera eu só... Ops!
terça-feira, 20 de novembro de 2012
E eu gostava tanto de você
Eu
gostava mais de você quando você se preocupava comigo, quando tinha propósitos e
certezas, quando ainda pensava em dividir não apenas o seu café da manhã, mas
toda uma vida. Eu gostava mais de você. Você era doce e me fazia acreditar que não
existia ninguém lá fora, que éramos apenas nós dois e que o mundo era perfeito
apesar de todos os defeitos. É, eu gostava mais de você. Eu sinto falta disso. Sinto falta de como você
era. Lembro de quando você virava a noite acordado apenas para saber se estava
tudo bem comigo, me ligava a cada segundo para ter certeza de que eu continuava
ali. Às vezes chegava a ser um tanto quanto absurdo. Mas eu gostava. Minhas
amigas diziam que era obsessão sua, que era paranóia, que você não confiava em
mim. Eu jurava que era cuidado, que era amor.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Aos 50!
-
-Acho que vai chover. Se importa?
-
-Não, ta tudo bem. Vai ser perfeito não vai?
- -
Uhun.
- -
Ok, te vejo mais tarde.
Eu não me importaria se caísse o mundo
naquele dia, ou se o sol resolvesse dar as caras e contemplar a nossa
felicidade . Tudo estava perfeito, as rosas eram perfeitas. O nosso amor estava perfeito. Lembro que o seu vestido
molhou na beirada e você furiosa queria trocar, fez até o seu pai ir atrás de
um na cidade. Que loucura! Você estava perfeita, você é perfeita. Sempre discutíamos
sobre quem lavaria a louça suja na pia, e eu sempre perdia. Você vinha como
quem não quer nada e me enfeitiçava e eu sempre caindo ao seus encantos fazia
tudo o que você pedia. Sei que as vezes fui falho e ausente, mas sempre
procurei me manter presente. Eu te jurei amor eterno, e aqui estou eu,
renovando os nossos votos de casamento encima de uma pedra com nossos netos nos
olhando e você me sorrindo. Você sempre me perguntou porque eu nunca desisti da
gente. É simples, o amor por mais difícil e complicado que seja ele nunca
desiste. Porque amor que é amor, não se deixa levar por dias tristes.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Nobody
Eu queria dizer que sinto falta
de alguma coisa, mas eu não sinto.
Queria dizer também que me lembro de você, mas eu não lembro. Isso foi
em decorrer do tempo, ah o tempo. Lembra que você dizia que nem o tempo era
capaz de destruir ou corroer? Pois é, ele corroeu. Não sinto nada quando falam
o seu nome, nem quando toca a nossa música, que há muito deixou de ser nossa e
passou a ser de um outro casal feliz qualquer. Era uma boa música. Faz frio, é
começo de janeiro e aqui faz muito frio. Logo já é março e março é o nosso mês,
mas a quem eu engano, não existe nada mais nosso. Você deve estar em uma balada
qualquer, com uma garota qualquer, fazendo-a sorrir e ela se for inteligente o
bastante não irá cair no seu charme/sorriso. Como eu cai. Ah, o tempo. Eu
estava numa conversa costumeira com as minhas amigas e do nada surgiu o seu
nome, e uma delas me olhou buscando alguma coisa, e eu sorri e escutei
atentamente elas contarem de como anda a sua vida, e de como você me superou, e
o mais incrível é que elas buscam em mim alguma recaída, mas não há mais
recaídas. É, o tempo me fez bem, você estava certo, era ilusão. Ou melhor, eu
estava certa quando simplesmente me virei e disse que iria embora, sei que você
não entendeu, confesso que nem eu. Mas a necessidade de estar longe de você foi
maior do que a vontade de estar perto.
"Nobody said
it was easy
It's such a
shame for us to part"
O modo errado
Hoje, indiferente dos outros dias
eu acordei com uma vontade absurda de fumar, não eu não sou fumante, mas
gostaria de estar com um assassino em minha boca, pelo simples prazer de saber
que eu poderia controlá-lo, que eu não o sufocaria nem o magoaria. Bom, o fato
é o seguinte, eu estou cansado de dizer que eu amo o mundo, vendo que ele me renega
o mesmo, isso dói. Ou talvez eu não faça
o bom proveito de que se era para fazer, talvez eu não saiba aproveitar. Eu
amo. E isso é ruim. Porque eu amo por inteiro, não sei amar por partes, e hoje
as pessoas estão acostumadas a amarem por partes, eu não sei fazer isso. Eu
quero estar perto, muito perto. Eu quero abraçar, abraçar intensamente. Eu
quero amar, e amar de verdade. É, é isso o que eu faço, mas faço de um modo
errado. Gostaria de saber o modo certo. O modo não sufocante da coisa. Talvez
desse jeito. Talvez me dessem jeito.
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